2012-11-22

Quase 1

Faz hoje um ano era terça-feira e eu andava pelo corredor do 2º piso da maternidade Bissaya Barreto com o soro atrás de mim, como quem caminha para o abismo! Os nervos e a ansiedade eram tantos que me sentia mal!
Estranho não é?! Afinal era só a minha filha que estava prestes a nascer! Pois, mas estava a caminho duma cesariana e entre nervos, ansiedades e medos não fiquei com uma boa recordação da coisa!
A cesariana... bem, é um método cirúrgico de trazes crianças ao mundo. Não gostei, fiquei péssima depois. Não vou alongar-me sobre isto, porque não quero, mas prefiro o parto natural, sem dúvidas.
A miúda nasceu no dia 23, depois de passar o dia inteiro sem saber se fazia ou não a cesariana e com medo do dia seguinte, por ser dia de greve geral! Lá pedi MUITO ao meu médico que não me deixasse e ele, fabuloso como só ele, atendeu as minhas preces e a minha filha nasceu.
Chorei tanto, baba e ranho. Depois de uma gravidez complicada, cheia de peripécias, um parto estranho... olhei para ela e vi-me ali. Um torrãozinho de gente, linda, linda, linda e cabeluda como até já tinha sonhado!
Quando finalmente consegui me levantar e pegar nela ao colo, aconchegá-la em mim, cheira-la como só ela cheira... fez-se música no meu coração, na minha mente.
É sempre assim comigo, não consigo controlar! Não sei quanto tempo estive com ela nos braços a cantarolar sem sequer me aperceber. Foi uma enfermeira que me chamou para o facto! Estava a cantar Bob Marley à minha filha e a senhora ficou muito admirada. Também eu!
Sei lá, há coisas que não conseguimos explicar.
Somos dela e ela é nossa e sim, parece que foi ontem.



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