2007-05-31

Amanhã

Amanhã é um daqueles dias, os tais dias, como “o primeiro dia do resto das nossas vidas”. Ele vai para a ama, eu vou voltar à minha vida profissional. Será, em quase seis meses, o primeiro dia longe dele, oito ou nove horas longe. Não lhe darei a sopa, não verei as suas birras, não o deitarei para a sesta, nem estarei lá para ver o seu lindo sorriso ao acordar… Não quero de todo ser uma mãe “agarrada”, mas confesso que me está a custar. Porque é que sinto o coração a apertar? Como é que um filho nos pode modificar tanto? E ele, como se sentirá ele? (Diz-me filho, como te sentes tu?) Posso apenas adivinhar o que sente, acredito que o conheço e que o leio, posso apenas adivinhar e acreditar que vai estar bem. Será que na sua cabeça há a questão, “para onde foi a mãe?”

2007-05-30

Violently happy

Em contagem decrescente para um novo momento, sinto-me feliz, violentamente feliz.

(Bjork, uma das minhas cantoras preferidas da actualidade, fantásticos vídeos, para magnificas músicas)

2007-05-29

Sapatos

O sapato é o normalíssimo “mocassins”, mas chateia-me que se estrague no sítio onde pousamos o pé para acelerar o carro! Este custou uns 20 euros, mas os que custam 100 euros estragam-se exactamente no mesmo sítio e da mesma forma! Conduzir (acelerar) não é compatível com sapatos. Devíamos conduzir descalças!
Chateia-me pá, chateia-me mesmo.

2007-05-25

Desafio

Em resposta ao desafio que me foi colocado, cá ficam as minhas respostas:
Amor – Sem amor não há vida. Tenho muito para dar e sinto muito também. Bracara Augusta (Braga) – A cidade da minha vida César – Companheiro, amigo, palhaço da vida, para o resto da vida Duarte – Filho, lindo, teimoso, amor infinito Esperança – PAZ e Amor para toda a humanidade, não me canso de pedir Felicidade – Uma emoção, um estado que procuro permanentemente, para mim e para todos os que me rodeiam. Gata – Amália de nome, Xinha de mimo. É minha, extremamente personalizada e não é bicha para todos, só para quem ela quer! Habitação – é o que me ocupa a mente por estes dias, procuro vender, procuro fazer… Indolor – É como acho que a vida devia ser Janela – Virada para o mar, para o futuro, para o horizonte, para novas perspectivas, sempre Lucy – In the sky with Diamonds, cadela teimosa e mimosa, inevitavelmente Beatles Mãe – O que tenho e o que sou. Muda tudo ser mãe. Nunca – Palavra que procuro não utilizar Oportunidade – Em cada esquina há uma, basta saber ver e saber aproveitar. Ela está lá sempre, eu, é que nem sempre a vejo! Pizza – Apetece-me tanto comer uma, com muito queijo… mas estou de dieta! Quero-te – Quero-te, quero-te, quero-te (xutos & pontapés) Rio – Cávado, Homem, Arado de águas fresca e limpas para banhos frescos no cimo da serra do Gerês. Levam-me até ao mar. Sapatos – Adoro, adoro, adoro
Tânia – Companheira, amiga, palhaça da vida, para o resto da vida Uvas – Verdes, grandes e estaladiças, é como gosto de as comer Viagens – Adoro viajar e conhecer novas paragens Xutos - & Pontapés 4ever
Zeppelin – Led Zeppelin, Stairway to Heaven

2007-05-24

Coisas Pequenas

Coisas pequenas são
coisas pequenas
são tudo o que eu te quero dar
e estas palavras são
coisas pequenas
que dizem que eu te quero amar.
Amar, amar, amar
só vale a penas
e tu quiseres confirmar
que um grande amor não é
coisa pequena
que nada é maior que amar.
E a hora
que te espreita
é só tua.
Decerto, nao será
só a que resta;
a hora
que esperei a vida toda,
é esta.
E a hora
que te espreita
é derradeira.
Decerto já bateu
à tua porta.
A hora
que esperaste a vida inteira,
é agora
Madredeus
As músicas, agora, lembram-me coisas diferentes. Continuam a chamar por mim e a arrepiar-me como antes, mas agora encontro nelas "coisas" diferentes.
Desde que o Duarte nasceu tudo é diferente. As coisas pequenas, que antes até nem tinham importancia, agora são de extrema relevancia! Para ele, as coisas pequenas e também as grandes, são para a boca, tudo serve para meter na boca! O fio da máquina fotográfica, os dedos, os brinquedos e agora os pés...
Fico e estou absolutamente embevecida com tamanha beleza, tamanha destreza e tamanho amor, aliás, sem tamanho.

2007-05-23

Música do dia

Cá está a música do dia, devidamente ilustrada, graças ao YouTube. Blasted Mechanism - All the way

2007-05-22

Ainda não consigo ler. Ando à 5 meses para ler este livro, que pousa pela casa sempre na expectativa de ser lido, mas pego nele e falta a concentração... não consigo ler e eu adoro ler... a única leitura que ainda vou conseguindo fazer é poesia. Ora esta leitura tem um efeito um tanto ou quanto depressivo em mim... e o tempo também não ajuda nada!
Hoje acordei e foi disto que me lembrei... Eu não era o que sou

Ah, se não fosse a névoa da manhã
E a velhinha janela onde me vou
Debruçar, para ouvir a voz das coisas,
Eu não era o que sou
Se não fosse esta fonte, que chorava,
E como nós cantava e que secou...
E este sol, que eu comungo, de joelhos,
Eu não era o que sou
Ah, se não fosse este luar, que chama
Os espectros à vida, e se infiltrou,
Como fluido mágico, em meu ser,
Eu não era o que sou
E se a estrela da tarde não brilhasse;
E se não fosse o vento, que embalou
Meu coração e as nuvens, nos meus braços,
Eu não era o que sou.
Ah, se não fosse a noite misteriosa
Que meus olhos de sombra povoou,
E de vozes sombrias meus ouvidos,
Eu não era o que sou
Sem esta terra funda e fundo rio,
Que ergue as asas e sobe, em claro voo,
Sem estes ermos montes e arvoredos,
Eu não era o que sou
Teixeira de Pascoais
Canção de uma sombra
Um tanto ou quanto triste, não?!

2007-05-20

Caminhadas e pavões com teatro!

Sai para a minha habitual caminhada nocturna, acompanhada pela Lucy, que soube especialmente bem. Estava uma temperatura morna, arrefecida por um vento revitalizador que me soube muito bem. Ali para os fundos do Parque Linear há uma casa que tem pavões ou um pavão, que por vezes emite o seu grito e gosto de ouvir. Ontem estava especialmente gritador. Fez-me lembrar da Fonte dos Pavões, na descida para o Lagarinho da Carapita. Não me lembrava dela há anos e nem sei se ainda existe. Lembro-me que foi ali a primeira vez que vi tal bicho e o seu respectivo rabo!
Não tenho estrelas suficientes para atribuir à peça de teatro Na Terra dos Sonhos, do GTA. É sem dúvida uma peça para ver e rever. Está fantástica. Recomendo vivamente. Aqui e aqui há fotos lindíssimas.

Deixo esta, da minha actriz favorita tirada pelo meu fotógrafo favorito.

2007-05-18

Tudo bem!

A cirurgia correu bem. Está tudo bem. Não tarda, está de volta.

2007-05-16

Aos Amores!

A vida que tudo arrasta os amores também
uns dão à costa, exaustos, outros vao mais além
navegadores só solitários dois a dois
heróis sem nome e até por isso heróis Desde que o John partiu a Rosinha passa mal vive na Loneley Street, Heartbreak Hotel, Portugal
ainda em si mora a doce mentira do amor tomou-lhe o gosto ao provar-lhe o sabor
Os amores são facas de dois gumes
têem de um lado a paixão, do outro os ciúmes
são desencantos que vivem encantados
como velas que ardem por dois lados
Aos amores!
No convento as noviças cantam as madrugadas
e a bela monja escreve cartas arrebatadas
"é por virtude tua que tu és o meu vício
por ti eu lanço os ventos ao precipício"
O Rui da Casa Pia sabe que sabe amar
sopra na franja, maneira de se pentear
vai à posta restante para ver quem lhe escreveu
foi uma bela monja que nunca conheceu
Aos amores!
(desordeiros irresistíveis deleituosos entranhantes verdadeiros
evitáveis buliçosos como dantes bicolores transgressores impostores cantadores)
A Marta, quinze anos, vê na televisão
um beijo igual ao que ontem deu junto do vulcão
faz baby-sitting à espera de parecer mulher
quando é que o amor lhe explica o que dela quer?
Depois da dor, como conservar a inocência?
leia um bom livro, legue as lágrimas à ciência
e parta o vidro em caso de necessidade
deixe o seu coração ir em liberdade
Aos amores!
Sérgio Godinho

2007-05-15

Esperança

Ao fundo do tunel, há sempre uma luz, uma saída.

2007-05-14

Estive em Fátima, a assistir à procissão das velas. Não fui por fé ou crença na santa, mas porque acredito que existe algo superior, seja Deus, Árvore ou Peixe. Assisti a um acto de grande manifestação de fé e esperança, reflectida no rosto dos milhares de pessoas que se encontravam de vela erguida a ver passar a santa iluminada. É fascinante ver tantas pessoas reunidas em oração, ver tanta luz erguida em oração. A energia de tudo aquilo é simplesmente grandiosa. Senti-me leve e agradeci. Nalgumas conversas que ouvi, eram mães a dizer aos filhos pequenos, “não saias daqui que te levam e tu nunca mais vês a mãe”… Não sei se as crianças pequenas (2,3,4 anos) têm percepção suficiente para perceber esta afirmação… As minhas sobrinhas não têm. Para ela todos são amigos e pessoas de bem. Preocupo-me com a forma como vivemos hoje. O meu filho, nunca saberá o que é correr tardes inteiras por campos de feno, escorregar pela encosta do castelo em piteiras “despinhadas”… Deixei Braga, porque queria uma vida mais calma, mais famíliar, queria mais qualidade de vida… aqui tenho, ou vou tentando ter, mas ainda assim, sinto falta do som das crianças pelas ruas do castelo, sinto falta da segurança de dormir com a porta ou janela aberta. Em que mundo vivemos nós? Em que é que nos transformámos? Em nome do progresso têm-se cometido muitos erros e nós não fazemos absolutamente nada para travar o avanço da destruição do nosso mundo, da nossa segurança.
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