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2011-05-25

Nice and easy!

É este livro que o miúdo mais gosta de ler. Entre imagens simples e claras, faz-me perguntas que esclareço e aos poucos assimila a nova informação.

Sem complicações!

2011-05-02

Comunidade!

Enquanto pesquisava por "terrores nocturnos" aos 4 anos e como se explica a vida/morte a uma criança dessa idade, deparei-me com um trabalho académico, q.b. interessante e no entanto não totalmente satisfatório em termos da minha curiosidade, com cidações de Luiz Pacheco e do seu inefável livro Comunidade.
Como gostaria de ter este livro ou pelo menos ter a possibilidade de lhe tocar e de lê-lo! Ah, mas o inefável é assim e parece-me cada vez mais isso mesmo...

2010-02-01

Reciclar/Renovar

O miúdo anda numa onda de histórias ao adormecer. Sim, anda agora porque normalmente adormece com pedidos de músicas! Mas agora não, agora são histórias.
 Como já anteriormente disse, tenho alguns problemas em contar histórias tradicionais, ainda por cima antes dele dormir, em que os personagens se comem, se cortam e por ai a fora... Ogres que comem crianças, lhes cortam a cabeça para depois as cozer e comer?! Não conto, não conto, não conto!!!
(Pelo menos para já não)...

Procurava um livro de contos que fosse inofencivo e educativo ao mesmo tempo. E não é que encontrei!!
Em conversa com o pai do miúdo, falei de um determinado livro que tinha visto numa livraria e não é que "um irmão" desse livro repousava já há uns bons anos na estante de casa da avó Lai?!

Ontem fomos em busca do livro perdido e escusado será dizer que eu adorei e o miúdo também!


Adoro o grafismo, as cores e as histórias que são tão simples e genuinas. 


Como este livro tem seguramente uns bons trinta anos, dei-lhe um pequeno tratamento para continuar a sua função de encantar!

Como novo!

2010-01-29

calvin & hobbes

É mesmo isto que me apetece hoje. Beijos e abraços... do meu filhote primeiro e do papá depois! ;)
Tenho saudades de ler Calvin & Hobbes...

2009-10-15

Apetece-me...

Vergilio Ferreira


"Quais são as tuas palavras essenciais? As que restam depois de toda a tua agitação e projectos e realizações. As que esperam que tudo em si se cale para elas se ouvirem. As que talvez ignores por nunca as teres pensado. As que podem sobreviver quando o grande silêncio se avizinha "

Escrever

2009-02-10

teatro...

Ando de volta das falas. Serei esta figura... ou não!

Que farei com este livro(?!)

2009-02-05

item #2

O item n.º2 da minha lista de "coisas que desejo", já esta realizado!
Chegaram hoje e são exactamente aquilo que desejava!

Obrigada mana, por contribuires tão activamente na realização deste meu desejo!

2008-09-11

...

Porque os outros se mascaram mas tu não Porque os outros usam a virtude Para comprar o que não tem perdão. Porque os outros têm medo mas tu não. Porque os outros são os túmulos caiados Onde germina calada a podridão. Porque os outros se calam mas tu não. Porque os outros se compram e se vendem E os seus gestos dão sempre dividendo. Porque os outros são hábeis mas tu não. Porque os outros vão à sombra dos abrigos E tu vais de mãos dadas com os perigos. Porque os outros calculam mas tu não. Sophia de Mello Breyner Andersen

2008-08-13

Civilização de Hipócritas

Existem infinitamente mais homens que aceitam a civilização como hipócritas do que homens verdadeiramente e realmente civilizados, e é lícito até perguntarmo-nos se um certo grau de hipocrisia não será necessário à manutenção e à conservação da civilização, dado o reduzido número de homens nos quais a tendência para a vida civilizada se tornou uma propriedade orgânica.
Sigmund Freud, in 'As Palavras de Freud'

2008-07-31

Súplica

Agora que o silêncio é um mar sem ondas, E que nele posso navegar sem rumo, Não respondas Às urgentes perguntas Que te fiz. Deixa-me ser feliz Assim, Já tão longe de ti como de mim. Perde-se a vida a desejá-la tanto. Só soubemos sofrer, enquanto O nosso amor Durou. Mas o tempo passou, Há calmaria... Não perturbes a paz que me foi dada. Ouvir de novo a tua voz seria Matar a sede com água salgada. Miguel Torga
Tenho uma insistente dor de cabeça, desde ontem. Os sons parecem todos MUITO altos e desagradáveis. Não há música que me salve. Voz do pequeno entra-me pelos ouvidos e faz-me chorar (desculpa filho, mas hoje não te posso ouvir...) leio alguma poesia que me acalma, sempre, mas até as letras se emaranham... se choro é porque não consigo.... é dia, dia de tudo, com tudo e tenho que continuar...

2008-07-02

Se tu viesses ver-me

Se tu viesses ver-me hoje à tardinha, A essa hora dos mágicos cansaços, Quando a noite de manso se avizinha, E me prendesses toda nos teus braços... Quando me lembra: esse sabor que tinha A tua boca... o eco dos teus passos... O teu riso de fonte... os teus abraços... Os teus beijos... a tua mão na minha... Se tu viesses quando, linda e louca, Traça as linhas dulcíssimas dum beijo E é de seda vermelha e canta e ri E é como um cravo ao sol a minha boca... Quando os olhos se me cerram de desejo... E os meus braços se estendem para ti...
Florbela Espanca

2007-11-15

Nada de Especial

"(...) numa tacinha, achamos a nossa vida de hoje e qual o sentido da nossa vida de hoje, o que fazemos com ela, dias atrás de dias, o supermercado, o jantar no restaurante aos domingos, a maçada das crianças às vezes e não era bem isto que nos apetecia, não era bem isto o que tínhamos desejado, falta qualquer coisa, onde é que errámos, o que falhámos, não somos infelizes mas também não temos o que secretamente ansiávamos, os anos vão passando e não temos o que secretamente ansiávamos,de vez em quando momentos tão vazios, de vez em quando, mesmo no meio dos outros, uma solidão tão grande, um desamparo, uma sensação de queda, esta dificuldade em respirar, porque a mobília sufoca, que vem e desaparece e volta,de vez em quando, sem motivo, vontade de chorar, não lágrimas grandes, não soluços, uma coisa vaga, uma pergunta sem resposta, caras familiares que se tornam estranhas, se te abraçar continuo sozinho, o que se passa comigo, o que se passa connosco, o relógio prossegue monótono, acusador, implacável, os objectos quietinhos sem nos ajudarem.Nada nos ajuda, é tarde, tentamos conversar e é tarde, fazemos amor e é tarde apesar de termos feito amor na esperança que não seja tarde e depois, em lugar do prazer, ou misturado com o prazer, ou mais forte que o prazer, uma espécie de amargura que persiste, se não dilui, persiste, o sem resposta aumenta,um imenso, que horror, um que nos preenche inteiros, se nos pegassem ao colo, fugissem connosco, nos garantissem e pudéssemos acreditar que não é tarde ainda, tranquilizar-nos afirmando embora cientes que mentimos e tornar a mentira verdade,que outra coisa fizemos para além de tentarmos transformar as mentiras em verdades, não há ninguém mais crédulo que um desesperado."
"Nada de especial", de António Lobo Antunes in Revista "Visão", 13 de Novembro de 2007

2007-01-17

O mar

Fomos ver o mar.
O primeiro visionamento do mar para o Duarte e o primeiro do ano para mim. Não estava sol e ainda choveu, mas serviu para “molhar o pezito” e sentir a maresia que nos salgou o rosto. A propósito de sal, deixo um poema de Eugénio de Andrade que muito aprecio. O sal da Língua Escuta, escuta: tenho ainda uma coisa a dizer Não é importante, eu sei, não vai Salvar o mundo, não mudará A vida de ninguém – mas quem É hoje capaz de mudar o mundo Ou apenas mudar o sentido Da vida de alguém? Escuta-me, não te demoro. É coisa pouca, como a chuvinha Que vem vindo devagar São três, quatro palavras, pouco mais. Palavras que te quero confiar, para que não se extinga o seu lume, o seu lume breve. Palavras que muito amei, que talvez ame ainda. Elas são a casa, o sal da língua.

2006-11-02

Leituras...

Para adquirir brevemente!

2006-07-10

Mais leituras...

Acabei de reler Crónica dos Bons Malandros de Mário Zambujal e estou a iniciar a releitura de Em Nome da Terra de Vergílio Ferreira. Encontro na “releitura” o prazer do reencontro… Mário Zambujal conta, em vários contos, as peripécias de personagens muito características de um determinado tempo (talvez), mas que também são intemporais. Num estilo linguístico um pouco subversivo, ri e sofri com a Quadrilha de Renato! Em Nome da Terra é o livro que tenho na cabeceira, adormeço com uma lindíssima história de amor, trágica, mas lindíssima, até porque tem tanto de real… Sugestão: Colocar estes dois livros na mala de férias, são óptimos companheiros!

2006-06-10

Camões?!

Hoje é dia de Camões, mas o que me assalta a memória é Fernando Pessoa com o seu fabuloso poema Mar Português Ó mar salgado, quanto do teu sal São lágrimas de Portugal! Por te cruzarmos, quantas mães choraram, Quantos filhos em vão rezaram! Quantas noivas ficaram por casar Para que fosses nosso, ó mar! Valeu a pena? Tudo vale a pena Se a alma não é pequena. Quem quer passar além do Bojador Tem que passar além da dor. Deus ao mar o perigo e o abismo deu, Mas nele é que espelhou o céu. (É simplesmente magnifico!)

2006-06-06

Instante

A cena é muda e breve: Num lameiro, Um cordeiro A pastar de leve; Embevecida, A mãe ovelha deixa de remoer; E a vida Pára também, a ver. Miguel Torga

2006-05-09

Gente da nossa terra

No sábado passado fiquei, mais uma vez surpreendida com os talentos existentes neste bela terra de Ourém.
São cantores, músicos, escritores, actores, poetas, fotografos... temos mesmo alguma coisita que move esta gente, só lamento que também haja alguma coisita que move outro pessoal e que só pensa em desmotivar as gentes referidas!
Reflexão de Carmen Zita Ferreira, gente da nossa terra...
Rasguei ao meio meu coração
Rasguei-o, perdi uma metade,
a outra fechei-a na mão
Se me vir ao espelho vejo duas,
se fechar os olhos deixo de ver
Viro-me de costas,
adormeço
e esqueço que algum dia tive de perder.
rasguei a meio um pedaço de mim
Uma das metades fui deixando pelo caminho.
Foi-se diluindo
para não conseguir voltar atrás.
A outra metade segue comigo até ao fim.
Vou devagar,
Vou sorrindo.
Posso até querer chorar, mas metade de mim segue comigo
até, comigo, chegar à plenitude do mar
Lindo, lindo, lindo...

2006-04-05

Estou a ler o Terceiro Livro de Crónicas de António Lobo Antunes, estou deliciada. Estava ontem a tomar café com o meu marido que disse, “hoje dá uma entrevista do Antunes, na dois”, e eu disse “tenho que ver, estou a gostar tanto de livro, ele ontem estava a falar…” e o meu marido riu, claro, porque tinha utilizado o verbo “falar” para descrever o que tinha lido na noite anterior!
Cá fica um pouco daquilo que "o Antunes" fala comigo, à noite, na cama…
“Só vi o Augusto Abelaira uma vez. Mário Soares, primeiro-ministro, tinha convidado quinze ou vinte escritores para tratar da mudança de Fernando Pessoa para os Jerónimos. Eu estava a começar a publicar e, de uma assentada, deparei-me com as celebridades em peso. Conhecia-as das fotografias dos livros e achei-as muito velhas e muito feias, desprovidas da dignidade majestosa das contracapas. Lembro-me de ter pensado – Se fosse mulher não queria um destes caramelos nem de borla e a obra de quase todos, que já não tinha em grande conta, desceu, dentro de mim, um degrau invisível. Os sofás da residência oficial eram imensos e moles. A certa altura, num deles, sentavam-se José Hermano Saraiva, Fernando Namora e Abelaira. Como eram pequeninos e as almofadas profundas só lhes via as cabecinhas, como maçãs poisadas numa prateleira, e os pés, sem alcançarem o chão, a dar a dar. Gaspar Simões tinha mais brilhantina que cabelo, conforme eu suspeitava, e Natália Correia, com uma boquilha do tamanho de uma muleta, varria a sala em gestos de Dama das Camélias. O seu peso ajudava a não levantar voo. Soprei para o Zé Cardoso Pires - Que colecção, meu Deus"
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