Tudo coisas boas!
Momentu (lat.);Espaço pequenissimo de tempo; ápice; instante; tempo ou ocasião em que alguma coisa se faz ou acontece
2007-07-31
2007-07-30
2007-07-27
História de uma vida - I
Corria o ano de 1953, numa manhã morna do mês de Maio. Ficou frente ao enorme portão da maior quinta da terra e foi bem avisada, “Ficas aqui, o Sr. Casimiro há-de vir com o leite e leva-te. Portas-te bem, não respondas nem refilas, faz o que te mandam e só falas se te mandarem falar. Ouviste?! Não chores, palerma! E se ouço queixas de ti ainda levas, comes uma sova que nem sabes de onde és. Ouviste?!”
Ela ouvia, mas não entendia muito bem. Nove anos, apenas nove anos e hoje não ia à escola. Ia trabalhar para casa dos senhores e lá ia ficar. Havia de ter folga um fim-de-semana por mês, para levar o dinheiro do mês para os pais. Não entendia.
O Sr. Casimiro passou e levou-a na carroça, puxada por um belo Lusitano castanho. Transportava as bilhas do leite, que mais tarde ela própria havia de mugir e às escondidas beber uma caneca de leite, ainda morninho a sair da teta. A carroça subia pela estrada de terra batida, ladeada por cheirosas macieiras e pereiras. Ao fundo a imponente casa senhorial, a casa dos senhores Pestanas. Os Pestanas, conhecidos pelas fazendas, a casa de Cascais, os cavalos, as vacas, animais e hortas afins.
Quando entrou pelas traseiras, na copa da cozinha, ficou parada a observar o tamanho de tudo aquilo, nunca tinha visto nada assim. Uma enorme mesa de carvalho com doze cadeiras, armários envidraçados cheios de loiças, por todas as paredes. Um enorme tapete de sisal que seguia e entrava na cozinha onde numa enorme lareira, ardiam enormes cavacos de oliveira. Completamente absorvida pela grandeza e beleza de tal cenário, não reparou que tinha mesmo ao seu lado a Sr.ª Domicilia, a governanta da casa. Depois de lhe dar um cascudo da cabeça disse, “Então rapariga?! Dormes ou quê? Dizes bom-dia sempre que chegar alguém perto de ti, ou não tens educação?” Estremeceu ao ouvir a voz grossa e pesada da governanta, que de resto era igual ao físico, grossa e pesada. Disse bom dia e foi logo encaminhada para junto do fogão, para que mexesse o tacho com marmelada “atreve-te a deixar queimar o doce e nem sabes de onde és”. Logo lhe leu a sentença “tens a sentença lida, vens ajudar na lida da casa, da fazenda e tomar conta dos meninos. Dormes naquele quarto e de manhã, às 5horas, vais mugir as vacas com o Casimiro. Ouviste?! Fazes o que te mandam e não refilas. Ouviste?!”
Ela ouvia e começava a entender…
2007-07-24
2007-07-21
Coisas boas
Quando era pequena a minha mãe cantarolava uma cantilena que dizia mais ou menos assim: “De Lisboa me mandaram um prato de melhor molho, as costelas de uma pulga, os miolos de um piolho!” Confesso que nunca entendi muito bem o que isto significa ou de onde veio, mas foi a frase que me ocorreu ontem quando vi o que a Rosa Pomar enviou. As coisas que tenho para fazer com este galão… ainda hoje me põem ao trabalho.
2007-07-19
Com a mula!
É de noite, já tarde que me ouço e não ouço nada de jeito! Ainda esta noite mesmo antes de adormecer o meu cérebro cantava “A mula da cooperativa”, não acho isto nada normal…
Cá fica o Max
Era qualquer coisa de especial...
2007-07-15
Domingo com chuva
Iniciamos o dia apensar num percurso alternativo à praia. Não esteve dia para praia, embora esse fosse o plano.
Comínbriga, disse ele, Comínbriga (Wikipédia - Conímbriga, cidade do Conventus Scallabitanus, província romana da Lusitânia, perto de Condeixa-a-Nova, onde se encontra um vasto campo de ruínas.), concordei eu.
e não parecia querer parar viemos embora, sem ver as ruínas… havemos de voltar.
Colmatei a dor de cabeça da chegada a casa, com esta magnifica vista,
e um saborosíssimo chá de menta que a minha cunhada trouxe de Marrocos.
Muito bom.
2007-07-13
7 meses
Inevitavelmente tenho que falar dos 7 meses do Duarte, hoje sexta-feira 13!
Acho piada, sempre gostei do 13 e das sextas e agora ainda tenho mais motivos para gostar! Foi a uma sexta 13 que ameaçou nascer e foi a 13 que nasceu, embora fosse quarta.
Como estou parca em palavras, vou deixar imagens.
Paz e Amor para todos
2007-07-11
2007-07-09
História de um crime anunciado
Ainda dentro da caixa despertou-lhe o interesse. Talvez pelas cores, amarelo, vermelho e azul, ou o barulho de chocalho, não sei o que foi que gostou dele assim que o viu.
Uns dias mais tarde, fez uma incursão ao tapete dos brinquedos e entre os muitos existentes, teimou em tirar aquele. Ralhei com ela e imediatamente o pousou. Volta e meia, lá voltava e tentava o furto, sempre infrutífero, até sexta-feira…
Era noite, a casa estava calma, tudo meio adormecido, parcamente iluminado pela luz do candeeiro de pé alto. Estava na hora da sua retirada, mas no seu corpo surgiu o instinto do furto e foi simplesmente mais forte do que ela. Não se importou com os avisos, não se importou com o raspanete, era já demasiado tarde, furtou e logo o matou para que não restassem dúvidas. Finalmente o desejado brinquedo era seu.
Mordeu, pisou, atirou violentamente ao ar e saiu para o pátio, o seu reino, com ele na boca orgulhosa do seu furto, orgulhosa do seu feito. 
2007-07-05
Provérbio
Uma conversa entre gerações:
-“Anda aflito dos dentes, não tem dormido bem.”
- “Ó filha, já me dizia a tua avó: 6 meses correntes, senta-lhe o cu e procura-lhe os dentes!”
Ora ai está. Anda uma pessoa a ler e a procurar informações nos livros e na net e não sei que mais e está tudo na sabedoria popular.
O segredo é juntar a sabedoria popular, adicionar uma pitada de bom senso e a evolução do conhecimento e da ciência e já está!
Mais um lindo provérbio para a minha lista. Obrigada avó.
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