2006-02-23

Inspiração, ou falta dela...

Não estou inspirada. Deixo alguns locais, que espero rever este fim-de-semana. (Talvez sirvam para inspiração... ) Até...
Trilho Cascata do Arado - Gerês
Caminha
Gerês
Braga, a Idolátrica, o seu Esplendor

2006-02-21

Estou feliz!

Hoje estou feliz. Está sol. Temperatura amena. Comi bolo de chocolate ao pequeno almoço! Tenho a tensão a 132/84, que é muito bom para mim! Estou feliz. Que a paz, o amor e a felicidade transbordem a minha/vossa vida.

2006-02-20

Terceiro Livro de Crónicas

Sugestão de Leitura: António Lobo Antunes. Já saiu o seu "Terceiro Livro de Crónicas". Gosto deste escritor, gosto da sua escrita, por vezes é tão crua... agora só quero ler... QUERO LÊ-LO! Neste momento leio Zahir de Paulo Coelho, não é um escritor que me seduza por ai além, mas lê-se bem e faz-me pensar em questões da vida não tão mundanas nem tão quotidianas. Não sei se me faço entender, mas também não tenho que fazer! António Lobo Antunes, são outros 500! É puro ácido, corrupção!! Algumas citações: Quando se pergunta porque é que determinado quadro de Picasso está a verde, às vezes é por que o encarnado se tinha acabado. Não vale a pena ir mais longe. Expresso, 07.11.1992 No fundo o que é um maluco? É qualquer coisa de diferente, um marginal, uma pessoa que não produz imediatamente. Há muitas formas de a sociedade lidar com estes marginais. Ou é engoli-los, transformá-los em artistas, em profetas, em arautos de uma nova civilização, ou então vomitá-los em hospitais psiquiátricos. Público, 18.10.1992 Todos nós, homens e mulheres, não somos, de facto, tão diferentes, senão aquilo que escrevemos ou pintamos não teria nenhum impacto nos outros. Afinal, o que nos faz aderir a um livro é pensar «É mesmo isto que eu sinto e não era capaz de exprimir», não é? O Jornal, 30.10.1992 Eu gosto desta terra. Nós somos feios, pequenos, estúpidos, mas eu gosto disto. Ler, 1997

2006-02-16

Gatos e pisa-papéis!

Provérbio antigo: Quem não tem cão, caça com o gato.
Provérbio moderno: Quem tem gato, não precisa de pisa-papéis!

2006-02-15

Cultura Portuguesa

Deixo aqui uma página de cultura portuguesa.
Nesta fábrica (em Braga) ainda se produzem manualmente instrumentos de um requinte e beleza sensacionais. Existem já muitas máquinas, que ajudam à produção e perfeição dos instrumentos, mas a verdadeira alma ainda é tecida por mãos de verdadeiros artesãos.
O "artesão-mor" destes fantásticos instrumentos é o Sr. António Pinto Carvalho. Uma tarde com ele é ficar deliciado com as suas histórias de vida e de música e com o amor que tem por cada instrumento que sai das suas mãos.

Açude de Ourém

Quando era pequena morava no castelo.
A melhor altura era as “férias grandes”. Nessa altura haviam muitos miúdos lá por cima (…parecem bandos de pardais à solta…), lembro-me particularmente de um grupo de três terríveis rapazes, que conheciam todas as esquinas, todos os esconderijos, todos os carreiros e cada malandrice a fazer em cada um deles. Havia também um grupo de três raparigas, apelidadas de “marias rapaz”. Eu fazia parte deste grupo. Gostávamos muito mais das brincadeiras dos três terríveis do que das brincadeiras e tarefas que as nossas mães achavam adequadas a nós, meninas. Alguns dias à tardinha, os três terríveis metiam-se ao caminho de mais uma aventura proibida (sim, porque se as mães soubessem, dava tareia na certa), iam ao Açude apanhar sapos. Desciam o castelo por carreiros e atalhos, (que hoje já não existem), e corriam de fisgas nas mãos, porque também faziam pontaria aos pardais! Nós, as “marias rapaz”, escondidas iamos atrás deles. Era tão divertido descer a encosta a correr, por entre o feno e a caruma dos pinhais… Na maioria das vezes não chegávamos ao Açude, porque os três terríveis também faziam pontaria a nós, fisgadas, éramos pelo carreiro acima!! Mas o Açude sempre me encantou e hoje ainda me encanta. Agora moro perto do Açude e aproveito para passear a Lucy por lá. É uma zona muito bonita, com tantos sons e silêncios, com tantas cores e caminhos. Deixo algumas fotos.

2006-02-14

AMOR

O meu amor deu-me uma rosa. Foi um acto de amor. Estamos juntos há doze anos, é a segunda vez que recebo uma rosa. Pareço idiota por escrever isto não é? Mas não, é Amor.
Não te quero a não ser porque te quero
e de te querer a não te querer chego
e de te esperar quando não te espero
passa meu coração do frio ao fogo.
Só te quero porque é a ti quem quero,
sem fim te odeio, e com ódio te peço,
e a medida do amor meu, viageiro, é não te ver e amar-te como um cego.
Talvez consuma a luz de Janeiro,
seu raio cruel, meu coração inteiro,
de mim roubando a chave do sossego
Nessa história só eu morro
e morrerei de amor porque te quero,
porque te quero, amor, a sangue e fogo.
Cien sonetos de amor, Pablo Neruda

Quiche!

Esta sou eu, com a minha primeira quiche ou tarte salgada, que correu tão bem, ficou linda e deliciosa. Dá um bom jantar!

2006-02-12

As minhas meninas

Xinha Amália
Lucy, in the sky with diamonts (mas tem dias que está mais para Luci(y)fer!
São as minhas lindas meninas.
( Tenho outras, meninas mesmo, a Joana, a Rute e a Isascon, que não são minhas, mas é como se fossem!)

2006-02-10

Anti-Bush

Um pequeno anti-stress, só para fazer o gostinho...

2006-02-09

Lembranças...

Enquanto me deslocava de carro, para tratar da vida, ouvia Sérgio Godinho (Era uma vez um rapaz) e subitamente fiquei toda arrepiadinha!!! É extraordinário o que uma música pode fazer. Enquanto a ouvia era atravessada de tais lembranças e sentimentos que tanto me fizeram rir, como me deixaram nostalgica... é realmente o que nos move, lembranças e sentimentos, não é? (...)
Barca Dos Amantes
Música de Milton Nascimento
Letra de Sérgio Godinho
Ah, quanto eu queria navegar Pra sempre a Barca dos Amantes Onde o que eu sei deixei de ser Onde ao que eu vou não ia dantes Ah, quanto eu queria conseguir Trazer a Barca à madrugada E desfraldar o pano branco Na que for terra mais amada E que em toda a parte o teu corpo Seja o meu porta-estandarte Plantado no céu mais fundo Possa agitar-me no vento E mostrar a cor ao mundo Ah, quanto eu queria navegar Pra sempre a Barca dos Amantes Onde o que eu vi me fez vogar De rumos meus, a cais errantes Ah, quanto eu queria me espraiar Fazer a trança à calmaria Avistar terra e não saber Se ainda o é quando for dia E que em toda a parte o teu corpo Seja o meu porta-estandarte Plantado no seu mais fundo Possa agitar-me no vento E mostrar a cor ao mundo Ah, quanto eu queria navegar Pra sempre a Barca dos Amantes Onde o que eu sei deixei de ser Onde ao que eu vou não ia dantes Ah, quanto eu queria me espraiar Fazer a trança à calmaria Avistar terra e não saber Se ainda o é quando for dia

2006-02-08

EUROPEUS

O meu irmão enviou-me este site, está muito giro e até podia ser Portugal!

2006-02-07

Regressão / Presente

Hoje tive um momento de "regressão". Meti-me no carro, para tentar tratar da vida e coloco uma cassete que tem quase tantos anos como eu! F.M.I., é o que ouve nela, é um texto com 27 anos e no entanto continua tão actual. Nota: FMI de José Mário Branco foi editado originalmente em 1982 no maxi Som 5051106, e reeditado em 1996 em 'Ser Solidário' ( EMI-Valentim de Carvalho). Aconselha-se vivamente a sua audição. Deixo o texto, não consegui o formato musical (talvez mais tarde...) http://fmi.com.sapo.pt

2006-02-06

Em nome da terra

1916 - Vergílio Ferreira nasce em Melo, concelho de Gouveia, na Serra da Estrela // 1996 - 1 de Março - Morre em Lisboa. Está sepultado em Melo «virado para a Serra», como foi seu desejo.
Este é um dos meus escritores favoritos, deixo uma sugestão de leitura "Em nome da terra"

..."Querida. Veio-me hoje uma vontade enorme de te amar. E então pensei: vou-te escrever. Mas não te quero amar no tempo em que te lembro. Quero-te amar antes, muito antes. É quando o que é grande acontece. e não me digas diz lá porquê. Não sei. O que é grande acontece no eterno e o amor é assim, devias saber. Ama-se como se tem uma iluminação, deves ter ouvido. Ou se bate forte com a cabeça. Pelo menos comigo foi assim... (...) ... Eu te baptizo em nome da terra, dos astros e da perfeição. E tu dirás está bem." Conheci-o exctamente no dia da sua morte física. Foi numa aula de português, o professor, visivelmente transtornado, leu o primeiro capitulo deste mesmo livro e foi então que fui tocada. Li e reli este livro, outro e mais outro e mais ainda... daqui parti parti para outros escritores, para outros lugares... (para mais tarde!). Sugiro também a leitura de Para Sempre e Cartas a Sandra (por esta ordem) porque certamente sentirão o "toque".

(Morte fisica, porque um escritor vive nos seus escritos, em nós.)

2006-02-02

Momentos de Prazer

Momentos, são pedaços de vida irrepetiveis (na minha opinião).
Existem momentos simples, mas grande prazer... uma tarde tranquila passada na companhia da mãe, do irmão. Não há palavras para descrever um momento assim.
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