2007-01-25

Mimos

Muitos mimos, o que me pedem.
A Lucy tem ciúmes do nosso colo. Mete o seu focinho mais triste e fica a olhar para nós com cara de abandono.

Mimos, muito mimos é o que lhe damos para compensar a falta de tempo para os passeios frequentes e para as brincadeiras no pátio. Sempre que apanha o Duarte a jeito, saca duma bela lambidela e já fica mais satisfeita! Corre para a alcofa cada vez que ele chora e fica agitada se ele não se cala.

A Xinha não quer saber da existência de mais alguém que rouba o nosso colo. Não gosta de ouvir o choro e mia insistentemente. A primeira lambidela que lhe deu, foi na cabeça, fez o Duarte arregalar os olhos! A língua da Xinha não é nada macia!
Por vezes quer colo, exactamente quando está ocupado! Mimos, muitos mimos, para compensar a falta de colo.

Cabemos todos no sofá. É mesmo disso que elas gostam.

2007-01-19

Menina Torres Novas

Estou indignada e perplexa com o que tenho ouvido e lido sobre o caso da criança de Torres Novas. É mesmo o caso de uma vítima anunciada. Não percebo como é que se defende ou protege os interesses de uma criança que se pretende retirar à força daquela que é a sua família. Pai, mãe é quem cria, quem dá amor e carinho, que fica e ficou todos estes anos ao lado daquela menina…
Espero que o desfecho deste caso seja feliz e que aquela criança permaneça com aqueles que realmente são os seus pais, aqueles que a têm como filha desde os três meses.

2007-01-17

O mar

Fomos ver o mar.
O primeiro visionamento do mar para o Duarte e o primeiro do ano para mim. Não estava sol e ainda choveu, mas serviu para “molhar o pezito” e sentir a maresia que nos salgou o rosto. A propósito de sal, deixo um poema de Eugénio de Andrade que muito aprecio. O sal da Língua Escuta, escuta: tenho ainda uma coisa a dizer Não é importante, eu sei, não vai Salvar o mundo, não mudará A vida de ninguém – mas quem É hoje capaz de mudar o mundo Ou apenas mudar o sentido Da vida de alguém? Escuta-me, não te demoro. É coisa pouca, como a chuvinha Que vem vindo devagar São três, quatro palavras, pouco mais. Palavras que te quero confiar, para que não se extinga o seu lume, o seu lume breve. Palavras que muito amei, que talvez ame ainda. Elas são a casa, o sal da língua.

2007-01-12

Acessibilidade

Revoltam-me os edifícios públicos, prédios e passeios sem rampas de acesso; passadeiras sem rampas; carros estacionados em cima dos passeios; estradas sem passeios; passeios esburacados, esventrados… irritam-me! A falta de cumprimento da lei é mesmo uma coisa extraordinária, a cada esquina! A falta de civismo e educação são coisas extraordinárias, a cada esquina!

2007-01-10

Momentos

"O pai ficou com o filho. Foram dormir às 22 e deixaram mãe na sala. Estranhamente só, a mãe nem sabia bem o que fazer"… Vi o concerto da Mariza. Gosto da rapariga. A combinação da música e daquela fantástica voz, dá-me daqueles arrepios, que começam na nuca e se estendem lentamente pelo corpo, até provocar uma ligeira humidade nos olhos… é assim que fico cada vez que ouço, por exemplo “Cavaleiro Monge”, “Gente da Minha Terra” ou “Há Palavras que nos Beijam”… (Curiosamente também fico assim cada vez que o meu filho faz uma coisita nova!) Depois de um fim-de-semana atribulado, de uma segunda-feira de cólicas, saímos ontem para um pequeno, mas relaxante, passeio a pé pela cidade… Necessito urgentemente de retomar a minha actividade física, para bem da minha actividade psicológica! E pronto, “cá se vai andando com a cabeça entre as orelhas”!

2007-01-04

Faringite!

Febre: Estado mórbido caracterizado pela elevação da temperatura e acompanhado, em geral, pela aceleração do pulso e mal-estar geral; (fig.) Grande perturbação do espírito

É neste estado que me encontro, embora já medicada e por isso o estado já não seja mórbido! É o frio, é o sol, é a faringe inflamada! Ainda temos pela frente tantos dias de Inverno e já anseio terrivelmente pelos dias de Verão…
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